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terça-feira, 9 de abril de 2019

Comboios a Hidrogénio


Os primeiros comboios a serem alimentados por hidrogénio já estão ao serviço - Coradia iLint da Alstom. Os comboios de passageiros emitem apenas vapor de água para atmosfera e passam a circular nas linhas na Baixa Saxônia, na Alemanha.
O Coradia iLint está equipado com células de combustível que convertem hidrogénio e oxigénio em eletricidade, eliminando qualquer poluição lançada na atmosfera. Para além das zero-emissões, os comboios fazem menos barulho que os convencionais, conseguindo atingir velocidades até 140 km/h. Para já apenas podem circular a 100 km/h e irão substituir a frota de comboios a diesel entre as estações Cuxhaven, Bremerhaven, Bremervörde e Buxtehude.

Esta será a solução que a CT – Comboios Transmontanos irá optar na atualização do seu projeto.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Ainda se sonha com o regresso do comboio à Linha do Corgo

O encerramento da Linha do Corgo deixou um vazio nas aldeias, entre Vila Real e a Régua, e 10 anos depois ainda são muitos os que suspiram de saudade e sonham com o regresso do comboio.
A linha de caminho-de-ferro do Corgo, que ligava as cidades de Vila Real e Peso da Régua, foi encerrada no dia 25 de março de 2009 por decisão do Governo PS de José Sócrates, que alegou razões de segurança.
A notícia foi inesperada e deixou em choque as populações das aldeias que sempre viveram a ver passar os comboios.
"Sinto muito a falta do comboio. A gente com o comboio parecia que estávamos mais completos, até sabíamos as horas e tudo", afirmou à agência Lusa Maria Helena, 60 anos, residente na aldeia de Povoação, no concelho de Vila Real.
Para esta habitante, a "aldeia ficou mais vazia" e com o fecho da via ficou "a tristeza". "Porque a gente nasceu já a ver o comboio aqui, foi uma coisa que nos tiraram de toda a vida", sublinhou.
A Povoação é terra de muitos ferroviários. Um deles é António Bento que faz parte da Junta de Freguesia Ermida/Nogueira, onde está inserida aquela aldeia.
"Foi um choque muito grande, as pessoas sentiram muito a falta do comboio", recordou António Bento, que foi durante 34 anos operador de material circulante.
O autarca disse que soube que a linha ia fechar "precisamente nesse dia" e lembrou que, um ano antes, "tinham sido substituídas 17.000 travessas de madeira (que suportam os carris)". "Nunca imaginámos que a seguir iria fechar", lamentou.
Cármen Forte, 70 anos, foi mulher de um ferroviário e praticamente todos os dias ia ter ao comboio para dar de comer ao marido. Recorda, por isso, com saudade esse tempo e desabafa: "Era bem bom que voltasse, porque faz falta a muita gente".
O comboio era, segundo António Bento, o único meio de transporte que havia e era muito utilizado pelos residentes das aldeias e pelos estudantes que se deslocavam para Vila Real.
Após o fecho da linha, o transporte ferroviário foi substituído pelo autocarro, que segue por estradas estreitas, sinuosas e esburacadas.
Os carris foram arrancados, chegaram a ser anunciadas obras de beneficiação no valor de 23,5 milhões de euros e a reabertura da linha em setembro de 2010. Entretanto passaram 10 anos.
"Eu por natureza sou uma pessoa muito otimista e penso que sim, que a linha pode ser reativada (...) Sim, justifica-se até por um fator de turismo", salientou o autarca.
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) deu início em dezembro a uma campanha pela reativação da Linha do Corgo e promove hoje uma caminhada pelo ramal de 25 quilómetros que ligam Vila Real ao Peso da Régua.
"O canal está em ótimas condições e cremos que é possível fazer esse investimento e devolver a via-férrea às populações", afirmou à Lusa Fernando Sá, dirigente de "Os Verdes".
O PEV defende que faz todo o sentido reativar a linha neste momento em que se prevê a eletrificação da Linha do Douro até ao Pocinho, em que o turismo ferroviário é mais cada vez mais procurado e o Corgo pode ser complementar ao Douro, e em que se fala cada vez mais na descarbonização para combater as alterações climáticas.
Fernando Sá disse que, a este propósito, o PEV encetou negociações com o Governo no âmbito do Programa Nacional de Investimentos 2020/2030.
"Vila Real é a única cidade com ensino universitário que não tem transporte ferroviário. É um objetivo e julgo que é possível reabilitar a linha e voltarmos a ter ferrovia, mas uma ferrovia que seja rápida, confortável, que sirva para fins turísticos e também para carga e isso não será fácil sem um grande investimento", salientou o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos (PS).
E continuou: "estou convencido que apesar dos nossos desejos, nos próximos quatro a cinco anos esse investimento não se concretizará, mas estamos disponíveis para continuar a lutar e para continuar a alertar o poder de Lisboa para a necessidade desta linha".
Rui Santos especificou que defende a reativação daquela linha ferroviária "em toda a extensão, entre a Régua e Chaves". O troço da linha entre Vila Real e Chaves foi encerrado em 1990, durante o Governo PSD de Cavaco Silva
Para já existe o projeto de uma ecovia no ramal entre Vila Real e Régua. No entanto, segundo o autarca, "ficou acertado" com a Infraestruturas de Portugal (IP) que o "canal tem necessariamente de ser sempre preservado para o regresso do comboio".


Fonte: Diário de Notícias



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Desmantelamento da via estreita na estação da Régua


A entidade gestora pela infraestrutura ferroviária procedeu recentemente ao desmantelamento da via algaliada de via estreita ferroviária na estação da Régua, infraestrutura ferroviária essa que permitia a ligação de todo o complexo ferroviário entre si de via estreita nesta estação, nomeadamente do lado sul da estação onde estão localizados os cais de embarque da linha do Corgo com todo o complexo operacional do lado norte da estação, onde se localizam outras linhas de estacionamento e operacionalização deste modo de exploração ferroviário, bem como a sua articulação com o lado este da estação, onde até agora seria possível articular todo este complexo ferroviário com o complexo oficinal da EMEF localizado em Corgo.

aqui a notícia completa. 

Fonte: EOL

terça-feira, 24 de junho de 2014

O sonho continua…




Queremos informar que ainda não desistimos
de realizar o nosso sonho.


Pode ser que em breve tenhamos novidades…




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Novo projeto CT - 2012


1. Introdução
Este projeto começou com a nostalgia de um Flaviense que teve a alegria e o prazer de poder viajar nas linhas do Corgo e do Tua, antes destas belas linhas ferroviárias, de via estreita transmontanas, terem sido encerradas. Nenhuma alma flaviense consegue ficar indiferente quando percorre o trajeto da antiga linha do Corgo à procura dos vestígios do que ainda resta desse passado glorioso. O mesmo sucede quando visitamos os despojos da Linha do Tua em Abreiro e em Mirandela.  
Quem não recorda o passado quando estes comboios circulavam cheios de passageiros ao longo das linhas transmontanas?
Quem não guarda na memória a imagem de sair na estação de Peso da Régua, do comboio procedente do Porto e apanhar o comboio para Chaves... Esta mudança de comboio tinha de ser rápida para conseguir um lugar à janela. Eram muitas as pessoas que seguiam no comboio para Chaves. O comboio andava sempre cheio até Vila Pouca de Aguiar. Após esta estação era possível arranjar algum espaço livre.
Quem não se lembra de ver a estação de Vidago cheia de gente…
O que mais revolta em tudo isto é a passividade dos autarcas transmontanos sobre o encerramento das Linhas Transmontanas. Todos gostam de falar de regionalização, mas não seriam as Linhas Transmontanas, a bandeira mais emblemática de afirmação dessa regionalização?!
Qualquer região europeia com autonomia regional, tem como principal premissa e preocupação, o estabelecer de vias de comunicação entre os municípios da sua região. O comboio é hoje, a melhor aposta que tem vindo a ser seguida na Europa. Vejam os vários exemplos da nossa vizinha Espanha, que está a modernizar todas as suas vias estreitas, não só para turismo, mas também para o transporte diário de passageiros. A exploração turística que faz dessas vias-férreas é uma das formas de financiamento encontradas para manter abertas essas linhas ao transporte de passageiros. Mas o que realmente faz dessa exploração um sucesso, é oferta de um serviço de qualidade, com uma boa oferta de horários e com comboios modernos, que para além do conforto que oferecem, conseguem uma maior rapidez nas viagens entre as localidades.
Quando em 2010 iniciámos o projeto CT – Comboios Transmontanos S.A. confinámo-lo praticamente aos traçados já existentes, construindo apenas alguns novos ramais. Após termos aprofundando a nossa análise sobre o projeto da FEVE, fonte de inspiração para o projeto CT e juntamente com os contributos que fomos recebendo, alargamos o campo de exploração do projeto CT a todas as linhas de via estreita em Portugal, passíveis de exploração. Contudo, com a atual conjuntura económica, achamos melhor restringir o projeto CT às linhas transmontanas. Contudo, conseguimos encontrar uma forma de melhorar os resultados de exploração das linhas transmontanas com a construção de uma nova linha, a Linha de Braga, que ligará a Linha do Corgo à cidade de Braga, passando por Fafe e Guimarães. Com esta nova linha conseguimos finalmente ligar diretamente, por via ferroviária, as cidades de Guimarães e Braga. Além disso, voltamos a colocar no mapa ferroviário a cidade de Fafe. O traçado desta nova linha, utilizará parte do traçado da antiga Linha Guimarães (via estreita).
Com a Linha de Braga conseguimos ligações mais rápidas aos comboios Alfa Pendular com destino a Lisboa com partida de Braga e/ou Guimarães. Conseguindo criar horários que permitem que no mesmo dia, se possa ir e voltar, de Bragança e/ou Chaves a Lisboa.
A ligação das cidades de Braga e Guimarães por via-férrea, irá ser uma das mais-valias financeiras deste projeto.
Além disso, propormos a reativação do troço entre Pocinho e Barca d’Alva em via estreita, ligando assim este troço à linha do Sabor. Esta ligação irá permitir a circulação de um comboio turístico, o Transmontano Express entre Régua e Barca d’Alva, circulando ao longo das linhas do Corgo, Tua e Sabor. Para que esta circulação seja possível, irão ser construídos 2 ramais que vão permitir a ligação entre a Linha do Corgo com a Linha do Tua e a ligação entre a Linha do Tua com a Linha do Sabor.
Assim, defendemos que a CT - Comboios Transmontanos S.A. fique responsável pela gestão das linhas do Tâmega, Corgo, Tua, Sabor, Braga, Ramal de Valpaços (ligação da Linha do Corgo à Linha do Tua) e Ramal de Vimioso (ligação da Linha do Tua à Linha do Sabor). Com estes ramais é possível fazer uma gestão integrada de todas as linhas, permitindo a viabilidade do projeto.
Este projeto é pragmático sobre a questão da barragem da EDP e a consequente submersão de parte da Linha do Tua, por isso, defendemos a utilização da Linha do Tua apenas entre Abreiro (ou Brunheda) e Bragança, ficando assegurada a ligação à Linha do Douro através da Linha do Corgo e da Linha do Sabor, com a construção dos novos troços. Contudo, estamos disponíveis para prolongar a Linha do Tua para além de Abreiro até ao local onde vai ser construído o ancoradouro dos barcos do projeto da EDP.
Para além do transporte de passageiros, este projeto está preparado para gerir o transporte de mercadorias. Grande parte das estações foi redimensionada para receber comboios de mercadorias, estando previsto a construção de terminais de mercadorias.
Com a reabertura da Linha do Douro entre Pocinho e Barca D’Alva permitirá ao Transmontano Express (a nossa aposta no turismo ferroviário) explorar possíveis parcerias com as empresas que exploram as viagens fluviais ao longo do Rio Douro até Barca D’Alva, oferecendo uma viagem num comboio especial focado para a vertente turística. Esta viagem iria percorrer os traçados das várias linhas transmontanas, desde Barca D’Alva até à Régua. Para valorizar ainda mais o projeto do Transmontano Express defendemos a transformação em Pousada da estação de Barca D’Alva. Desta forma irá permitir oferecer pacotes turísticos ainda mais interessantes, conjugando a estadia com viagens de barco e de comboio.
As viagens do Transmontano Express podem ser associadas a outras parcerias regionais ao longo das várias localidades transmontanos por onde passa.
O projeto CT propõe a construção de 240 km de via-férrea e a reposição/modernização de 429 km. No total estamos a falar de 669 km de via-férrea. È o maior projeto ferroviário de via estreita alguma vez apresentado em Portugal, desde o início da construção das primeiras linhas de caminhos-de-ferro em Portugal.
Está na altura de Portugal deixar de construir mais autoestradas e apostar finalmente naquilo que já deveria ter feito nos anos 80: modernizar e construir novas linhas de caminhos-de-ferro para transporte de passageiros e mercadorias. Se essa aposta tivesse sido feita no passado, com toda a certeza a atual conjuntura económica Portuguesa poderia ser outra. Estamos a pagar hoje pelos erros acumulados nas últimas 3 décadas. Não percamos mais tempo.
O projeto CT tem inúmeras vantagens para as populações servidas, tornando ainda mais apetecível o transporte ferroviário na atual conjuntura de crise económica.
O projeto CT foi melhorando em relação ao projeto inicial, graças aos contributos que fomos recebendo. Introduzimos algumas ideias novas, com o objectivo de tornar o projeto CT um projeto financeiramente rentável, para que possa ser um produto apetecível aos investidores privados. Deixámos de acreditar no estado português (governo e autarquias) como os principais acionista deste projeto. Além disso, queremos também demonstrar a exequibilidade de um grande projeto no sector ferroviário através da iniciativa privada.
É bom para a economia Portuguesa que mais projetos privados apareçam neste sector. Não podemos estar sempre à espera da moleta ou dos subsídios estatais. A conjuntura atual da economia Portuguesa poderia ser outra, se a nossa economia não fosse demasiada dependente do estado e se este não estivesse demasiado presente. Quanto maior for o “comboio” do estado na economia, mais impostos somos obrigados a pagar e menos financiamento fica disponível para os verdadeiros investidores, criadores de riqueza.
Por isso defendemos a abertura de um concurso para a concessão da exploração das linhas transmontanas por um prazo nunca inferior a 50 anos, onde o estado cede todas as infraestruturas existentes à futura concessionária, sem qualquer custo para esta. Em contrapartida, a concessionária terá de modernizar todas as linhas transmontanas e assegurar tarifas sociais. A concessão é renovável por períodos idênticos, caso o estado não pretenda renovar a concessão terá de reembolsar todas as mais-valias que a concessionária efetuou às infraestruturas das linhas, acrescidas de juros comercias à taxa em vigor.
O Estado concederá a DUP à concessionária para possa fazer todas as expropriações que achar necessárias, incluindo a prioridade do traçado ferroviária em relação às estradas nacionais.
Esperamos que o nosso trabalho esteja bem elaborado para que os eventuais investidores apareçam para financiar este projeto, tendo como garantia o retorno do seu investimento.

aqui o novo projeto CT ou podes transferir o ficheiro para o teu computador.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tentativa de venda de comboio histórico da CP suscita escândalo e boicote na Europa

Federação Europeia de Caminhos-de-Ferro Turísticos apelou a museus para não comprarem comboio de via estreita estacionado na Régua, em nome da defesa do património português.

CP tentou vender junto de museus ferroviários europeus o comboio histórico de via estreita estacionado na Régua, mas a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos (Fedecrail) boicotou essa tentativa, pedindo aos museus que renunciassem à compra, mesmo que estivessem interessados.

"Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado", disse ao PÚBLICO Jacques Daffis, vice-presidente da Fedecrail, que tomou a iniciativa de informar o Museu Nacional Ferroviário português, que desconhecia esta tentativa de venda por parte da CP. "O que é incrível é que a CP tenha proposto a sua venda sem informar previamente o museu português", disse, explicando que a posição da Fedecrail é de que o património deste tipo só deve ser vendido ao estrangeiro "se não houver nenhuma possibilidade de preservação no país de origem e/ou se estiver em perigo".

A tentativa de venda partiu da CP Frota, a unidade de negócios que gere o material circulante, através de um email muito informal, datado de 9 de Novembro e enviado para museus ferroviários europeus, no qual até se propunha que fossem estes a avançar com uma proposta de preço.

Contactada a CP, a porta-voz da empresa explicou que se trata de um comboio que está em condições operacionais (em 2005 ainda circulou na Linha do Corgo), mas que não tem agora utilização possível em Portugal, com o fim anunciado da Linha do Vouga, que é a última linha de via estreita em funcionamento no país. "Podendo haver interesse por alguma companhia ferroviária na sua colocação ao serviço para fins turísticos, a CP fez uma primeira auscultação do mercado para verificar a existência de eventuais interessados", disse a mesma fonte. A CP mantém, por isso, o interesse na venda, mas admite agora que "será dada preferência ao Museu Nacional Ferroviário, caso este tenha disponibilidade" para o comprar.

Esta posição oficial da CP surpreendeu o presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Júlio Arroja, que tinha pedido à CP para que houvesse uma "cedência" (e não uma venda) daquele material circulante ao museu. "Foi feito um pedido à administração da CP e creio que o assunto está bem encaminhado", disse ao PÚBLICO.

É que, embora tenha sede no Entroncamento, o Museu Nacional Ferroviário tem secções museológicas em todo o país e existe precisamente um projecto para Macinhata do Vouga (Águeda). Este projecto consiste na requalificação do complexo ferroviária daquela estação, para albergar ali o comboio histórico e poder vir a dar-lhe utilização, com passeios turísticos entre Aveiro, Águeda e Sernada do Vouga. Um projecto que agora fica no limbo, com o encerramento da Linha do Vouga.

Material do início do séc. XX
O comboio histórico de via estreita em causa é composto por uma locomotiva a vapor fabricada na Alemanha em 1923 e enviada para Portugal a título de indemnização da I Grande Guerra. Esta máquina prestou serviço em praticamente todas as linhas de via estreita do país e está ainda operacional. A composição pode também ser rebocada por uma locomotiva a diesel de 1964, fabricada em Espanha, e comprada pela CP em segunda mão nos anos setenta.

Além de um furgão em madeira de 1925 e de um vagão-cisterna, a composição inclui uma carruagem de origem belga de 1908, outra fabricada na Alemanha em 1925 e ainda uma outra construída pelos então Caminhos de Ferro do Estado, nas oficinas do Porto, em 1913. O conjunto constitui um acervo único em Portugal e raro na Europa, que deve ser preservado, "de preferência no país de origem", refere Jacques Daffis.

Comboios turísticos
Apesar de residual em Portugal, a exploração de comboios turísticos e dos museus ferroviários a que estes estão associados constituem uma actividade que só em três países europeus – Alemanha, Reino Unido e França – emprega 3812 pessoas e factura anualmente 174 milhões de euros.A Fedecrail – Federação Europeia dos Caminhos-de-Ferro Turísticos e Históricos é um organização de direito belga que congrega 616 membros de 27 países e que tem por missão a coordenação de todos os caminhos-de-ferro históricos e dos museus que se ocupam da sua conservação, bem como da protecção do material circulante que lhes está associado.

Em Portugal, o único comboio histórico em funcionamento é o do Douro, entre a Régua e o Pinhão, que só circula no período de Verão. A CP ameaça acabar com ele, se não aparecer qualquer entidade disposta a assumir-se como parceira de exploração do comboio que este ano registou prejuízos da ordem dos 60 mil euros. A CP já teve também o Comboio do Vinho do Porto, que circulou no Douro, mas que se encontra agora semi-abandonado em Contumil.

Fonte: Público

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Linha do Corgo não termina em Vila Real

A CT não se contenta com a posição do Dr. Passos Coelho que defende apenas a revitalização da Linha do Corgo até Vila Real, chamamos atenção do Dr. Passos Coelho que a Linha do Corgo não termina em Vila Real, mas em Chaves. A CT aguarda resposta à missiva entretanto enviada ao Dr. Passo Coelhos para se pronunciar sobre o projecto CT. Esperamos que a resposta não venha a ser o silêncio como no passado o seu grupo parlamentar o fez.

Os Transmontanos têm de estar atentos a este tema e às posições que cada partido vai tomar sobre as Linhas Transmontanos, antes de decidirem em quem vão votar no dia 5 Junho. Se o não fizerem, não se venham lamentar no futuro que nada foi feito. Está na hora de os Transmontanos reivindicarem através do voto o desenvolvimento da sua região, onde o comboio é com toda a certeza o motor essencial desse desenvolvimento.

Paulo Santos
CT - Comboios Transmontanos S.A.


Passos Coelho defendeu revitalização da Linha do Corgo

O presidente do PSD defendeu hoje a revitalização da Linha do Corgo, entre a Régua e Vila Real, considerando que é um pequeno investimento que faz mais sentido do que a alta velocidade.

Pedro Passos Coelho, cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Vila Real e ainda presidente da Assembleia Municipal (AM) da capital deste distrito, passou hoje o dia numa acção de pré campanha eleitoral que o levou ao Peso da Régua, à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.

Durante a visita, o líder social-democrata disse defender a revitalização desta linha e garantiu ter insistido "muito nisso", lembrando que, no papel de presidente da AM de Vila Real aprovou um voto de recomendação para que o "Governo retome aquilo a que se tinha comprometido".

Passos Coelho afirmou ainda que o foi o próprio Estado que "pagou para desmantelar o pouco que havia" na linha do Corgo.

Encerrada desde Março de 2009 pelo Governo PS que alegou razões de segurança, a linha que ligava a Régua e Vila Real deveria ter sido alvo de um investimento de 23,4 milhões de euros em obras de reparação e reabrir até ao final de 2010.

Só que as obras pararam após o desmantelamento dos carris, ficando no lugar da linha férrea um estradão de terra batida.

"Quando a linha foi encerrada à circulação, o Governo assumiu que era temporariamente. A verdade é que o tempo vai passando e o Governo faz o facto consumado de vir dizer agora, como estamos em grandes dificuldades financeiras, que já não se poder fazer a remodelação que estava prevista", frisou.

Ora, na opinião do presidente do PSD, o que "não pode acontecer" é as que as pessoas "nem fiquem com o serviço nem com a linha melhorada". Isto porque, referiu, as populações que eram servidas pelo comboio "não têm outra forma de comunicação".

"Ora isso não pode ser. Nós precisamos de ter investimento de mais proximidade que crie mais emprego e seja mais produtivo e investir menos em coisas onde se fizeram mal as contas e que vão provocar prejuízos de milhões e milhões de euros que nos vão custar muito a pagar nos próximos anos", sublinhou.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reunião da CT na Galiza

Na passada Quinta-feira, dia 28 de Abril, a CT teve uma reunião com entidades da região da Galiza. A reunião decorreu em Santiago de Compostela e correu bem, dentro daquilo que estávamos à espera. Como podem facilmente perceber, a parte do projecto sobre o prolongamento da Linha do Corgo de Chaves a Ourense requer algumas burocracias do lado espanhol que têm de ser percorridas. Esta reunião foi importante para iniciar esse caminho. Como devem também perceber, de momento, não nos podemos alongar em mais pormenores.

Mais informamos que estamos a estabelecer vários contactos (nacionais e internacionais), que podem vir a ser uma mais-valia para a CT. Esperamos em breve ter mais novidades. Contudo, todos aqueles que tenham conhecimento de entidades que possam estar interessadas em apoiar a CT ou que possam ser potenciais interessados, não deixem de nos contactar, para nos informar sobre essas entidades.


Paulo Santos
CT – Comboios Transmontanos S.A.

domingo, 3 de abril de 2011

Cordao humano na Estação de Vila Real no dia em que a linha do corgo fez 105 anos.



Vila Real - Povo protestou contra o fim da linha do Corgo

Exigem regresso dos comboios

Extinção levou a que populares gastassem mais tempo e dinheiro nas viagens.

Exigem regresso dos comboios

Extinção levou a que populares gastassem mais tempo e dinheiro nas viagens.

Cerca de uma centena de pessoas "deram as mãos" ontem à tarde e formaram um cordão humano em redor da estação de caminhos de ferro de Vila Real exigindo o regresso do comboio à Linha do Corgo, encerrada desde 25 de Março de 2009.

A concentração começou pelas 15h00 em frente à estação e culminou com palmas e palavras de ordem. "Queremos o comboio, devolvam-nos o que nos tiraram", exclamavam os populares.

António Teixeira, de 67 anos, antigo revisor da CP e residente em Alvações do Corgo, uma das freguesias servidas pela linha, contou ao CM que a interrupção da circulação dos comboios o obrigou a "gastar mais tempo e dinheiro nas suas deslocações à Régua e Vila Real". Também o deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa defendeu que a desactivação da Linha do Corgo é mais um factor para a desertificação de Trás-os-Montes e que a mesma deve voltar a cumprir o serviço público.

Recorde-se que o fecho da linha foi justificado pelo Governo com a necessidade de obras para a modernizar e garantir a sua segurança. Entretanto, foram arrancados todos os carris, assim como o balastro da plataforma da linha, não tendo sido repostos até agora.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

FEVE adjudica a aquisição de 4 novas automotoras


A FEVE acabou de adjudicar a aquisição de 4 novas automotoras (foto). Cada uma delas tem 3 carruagens. O custo total da sua aquisição é de 21,8 milhões de euros. Cada uma das automotoras terá um custo de 5,5 milhões de euros com IVA. Sem IVA este valor fica em 4,7 milhões de euros, um pouco mais elevado do que as automotoras que orçamentámos para o Comboio Aquae Flaviae (Chaves – Aveiro) e o Comboio Brigantino (Bragança – Aveiro), 3,26 milhões de euros. Contudo, estas novas automotoras podem transportar mais passageiros, cada carruagem tem 78 lugares sentados (234 no total das 3 carruagens) e tem um espaço reservado para estacionamento de 4 bicicletas. Estas automotoras atingem os 100 km/h. Esta opção seria interessante para a CT, apesar de aumentar os custos de aquisição do material circulante em 2,88 milhões de euros (2 automotoras). Contudo, contando com a comparticipação do QREN no investimento inicial da CT, esse aumento ficaria em 1,15 milhões de euros.

Com esta notícia da FEVE, podemos comprovar, mais uma vez, que o projecto da FEVE é rentável. O projecto CT – Comboios Transmontanos S.A. teve por base este projecto espanhol, pelo que não precisamos de dizer mais para concretizar o nosso projecto de gestão integrada das linhas de via estreita em Portugal.

Para reforçar esta mensagem, deixamos mais uma boa notícia da FEVE, a criação de mais um comboio turístico e a criação de novos itinerários:

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cordão Humano na estação de Vila Real contra atraso na reabertura da linha do Corgo

Realiza-se no próximo sábado, dia 2 de Abril, um Cordão Humano à volta da estação ferroviária de Vila Real, uma acção de protesto contra o atraso na reabertura do troço Régua - Vila Real e a favor da reabertura do troço Vila Real - Chaves, que assinala os 105 anos da inauguração da linha do Corgo.

Esta acção conta com o apoio do Movimento Cívico pela Linha do Corgo (MCLC), que condenou recentemente a consignação de mais 17 quilómetros de ecopista no canal da Linha do Corgo, no município de Vila Pouca de Aguiar. “É incompreensível como a moda irreflectida das ecopistas em leitos ferroviários grassou pelo país, quando se repetem as provas de que este equipamento para além de caro tem um retorno económico-social diminuto ou mesmo nulo”, afirma o movimento, em comunicado.



sábado, 26 de março de 2011

Linha do Corgo continua fora dos carris dois anos após o encerramento

A associação ambientalista Quercus exigiu a reabertura da linha ferroviária do Corgo, que liga Peso da Régua a Vila Real e que foi encerrada há dois anos por motivos de segurança.
A 25 de Março de 2009, a então secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mandou fechar a Linha do Corgo por razões de segurança, anunciando depois um investimento de 23,4 milhões de euros na reparação da linha que deveria reabrir até ao final de 2010.
As primeiras fases ficaram concluídas no final de 2009, depois do levantamento dos carris e travessas e reperfilamento da plataforma, só que, entretanto, os trabalhos pararam deixando as populações e autarcas apreensivos quanto ao futuro da linha.

O Núcleo da Quercus de Vila Real e Viseu mostrou-se, em comunicado, preocupado com a “situação de incerteza” em que se encontra a Linha do Corgo, na qual ainda não foram repostos os carris.

“Passaram todos os prazos previstos, e até alargados, dados pelos decisores políticos e autoridades responsáveis regionais e nacionais, que garantiram a sua reabertura. Esta linha, que liga a cidade de Vila Real à Linha do Douro é“crucial no desenvolvimento sustentável da região, visto ser, dos transportes, o menos poluente. É também essencial no combate ao despovoamento do interior norte, nomeadamente a nível turístico, pois é um transporte que potencia a chegada de turistas à capital de distrito”, um facto que a Quercus diz que foi reforçado no Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, cujo promotor foi a Presidência do Conselho de Ministros.

Neste plano, segundo a associação, ficou assente a importância da reabilitação das linhas estreitas que fazem ligação à Linha do Douro com a “criação de uma bolsa para o relançamento e concessão de patrimónios ferroviários desactivados das linhas do Douro, Tâmega, Corgo, Tua e Sabor. Envolto em mais uma situação dúbia, o povo trasmontano vai perdendo o direito à mobilidade, e ao desenvolvimento sustentável, acabando por ficar cada vez mais encerrado em muros de betão e silêncios injustificados”.
Por isso, o Núcleo da Quercus de Vila Real e Viseu exigiu que a população seja esclarecida acerca da data da reabertura da Linha do Corgo, para poderem realmente colocar em prática o slogan “Mude a sua Vida e Vá de Comboio”.

Em Novembro, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou que projectos para o prolongamento da Linha do Douro até Barca de Alva e a reactivação da via-férrea do Corgo estavam a ser “recalendarizados”, salientando na altura que “o calendário dos projectos tem que ser revisto em função das disponibilidades orçamentais e sobretudo das condições de financiamento”.
Portugal, é o único país da Europa Ocidental que, em 20 anos, perdeu passageiros na ferrovia. Em contrapartida, na vizinha Espanha, registou-se um crescimento de 157 por cento.



sexta-feira, 25 de março de 2011

Todos pelo caminho-de-ferro em Trás-os-Montes e Alto Douro

«Ligar as Regiões do Norte de Portugal e de Espanha, três universidades e quatro territórios classificados com Património Mundial». Esta é a aposta estratégica da Comunidade Intermunicipal do Douro, CIM. O seu presidente, Artur Cascarejo, defende o caminho-de-ferro como o meio mais adequado à mobilidade endógena na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. À sua voz, juntam-se outras, nomeadamente a Estrutura de Missão do Douro, que continua a elencar prioritariamente a reactivação da linha entre o Pocinho e Barca de Alva, e a via-férrea do Corgo.

domingo, 20 de março de 2011

Pedro Pimentel questiona o Ministro das Obras Públicas acerca da Linha do Corgo

Pedro Pimentel, Deputado Castedense eleito pelo Círculo Vila Real, dirigiu algumas questões ao Ministro das Obras Públicas e Transportes e Comunicações relativas à requalificação da Linha do Corgo, conforme as promessas do governo em 2009 e que até ao momento não foram concretizadas.

Pergunta
No dia 31 de Maio de 2009 e em vésperas das Eleições Legislativas, reuniu no Governo Civil de Vila Real a Sra. Secretária de Estado dos Transportes, Dra. Ana Paula Vitorino com os Senhores Presidentes das Câmaras Municipais de Vila Real, de Peso da Régua, de Santa Marta de Penaguião, com o Sr. Governador Civil do Distrito de Vila Real, com representantes da REFER e da CP, com o representante da Unidade de Coordenação e Desenvolvimento e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), com o representante da Unidade de Missão do Douro, com o representante do Instituto do Turismo de Portugal e alguns Srs. Presidentes de Junta de Freguesia que foram afectadas pelo encerramento da Linha do Corgo (Vila Real – Peso da Régua).

Ficou acordado nessa reunião que haveria por parte do Governo um plano de investimentos no total de 27,3 milhões de euros em obras de reabilitação e medidas de segurança, tais como a suspensão e automatização de passagens de nível, da Linha do Corgo (Vila Real – Peso da Régua).

Na reunião de 31 de Maio de 2009, ficou acordado que a obra teria duas fases, uma primeira a ter início em Junho de 2009, com o levantamento dos carris e travessas e uma segunda fase que terminaria em Setembro de 2010, onde incluíam a colocação de novos carris, novas travessas e a beneficiação das estações e apeadeiros. Nessa mesma reunião ficou também acordado formar-se uma comissão para acompanhar todos os trabalhos realizados na Linha do Corgo (Vila Real – Peso da Régua), onde todas as entidades envolvidas, incluindo Autarcas, estariam a par de todos os passos das diferentes fases da obra.

Tendo o Sr. Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Correia da Fonseca, no passado dia 13 de Agosto de 2010, respondido a algumas questões por mim formuladas, as quais em nada se compromete o Governo com as promessas anteriormente assumidas.

É pois com enorme preocupação e desagrado por parte dos agentes envolvidos e em especialmente por parte das populações afectadas, que passado mais de seis meses da data prometida para a finalização da obra, nada tenha sido feito para resolver este grave problema.

Neste sentido e ao abrigo das disposições constitucionais aplicáveis, solicita-se ao Governo, por intermédio do Senhor Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que sejam respondidas as seguintes perguntas:

Nas respostas às questões por mim formuladas no passado dia 29 de Abril de 2010, foi afirmado por V. Exa. que “Decorrem actualmente os estudos para a segunda fase dos trabalhos, que compreendem as empreitadas de colocação de nova geometria de via, geotecnia, drenagens e construção civil”. Gostaria de saber se tais estudos já foram concluídos? E se os mesmos estudos já foram concluídos, gostaria de saber se os Srs. Autarcas dos Municípios de Vila Real, Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião já têm conhecimento dos mesmos?

Também nas respostas às questões por mim formuladas no passado dia 29 de Abril de 2010, foi afirmado pelo Gabinete do Sr. Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Correia da Fonseca “que todas as opções que estão a ser estudadas asseguram a mobilidade das populações, prevendo-se uma tomada de decisão sobre esta matéria para breve”, gostaria por isso de saber, se o Governo através do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, vai mesmo realizar a obra de requalificação da Linha do Corgo (Vila Real – Peso da Régua), que prometeu no dia no dia 31 de Maio de 2009, no Governo Civil de Vila Real, aos Autarcas dos Municípios de Vila Real, Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião e às populações afectadas? Em caso afirmativo para quando a conclusão da obra?

Palácio de São Bento, Sexta-feira, 18 de Março de 2011
Deputado
Luis Pedro Pimentel (PSD)

Fonte: Castedo


terça-feira, 8 de março de 2011

LINHA FERROVIÁRIA DO CORGO - “OS VERDES” ENTREGARAM PERGUNTA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre a Linha Ferroviária do Corgo.

“Os Verdes” querem saber a calendarização prevista para a execução da 2ª fase das obras e também o custo mensal que a CP terá com a implementação dos transportes alternativos.

PERGUNTA:
A Assembleia Municipal de Vila Real aprovou, no final do ano passado, uma Moção a favor da reactivação da linha ferroviária do Corgo. Esta Moção vem no seguimento da promessa feita pelo Governo, em 2009, em que se comprometia a requalificar a linha até Setembro de 2010.

A modernização de um País passa por um serviço público de qualidade e o transporte ferroviário deve ser encarado como um instrumento de combate ao isolamento, a desertificação do interior e potenciador da economia.

A linha do Corgo, além da importância que tem para a mobilidade das populações, tem uma grande procura turística.

Em 2009 foram realizadas as primeiras fases dos trabalhos, na íntegra, nas linhas do Corgo e Tâmega com as empreitadas de levantamento da super estrutura de via e reperfilamento da plataforma.

A linha foi encerrada por motivos de segurança e se analisarmos as instruções que foram enviadas a todas as empresas de transportes do sector público reparamos que no segundo item se diz “atribuir prioridade a investimentos com segurança”.

Ora, com os transportes rodoviários alternativos estão as populações menos seguras em virtude das estradas serem muito sinuosas e o clima aumentar essa perigosidade.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações possa prestar os seguintes esclarecimentos:

Qual o calendário previsto para a execução da 2º fase das obras na linha do Corgo?
Qual o custo mensal que a CP está a ter com os transportes alternativos?

Fonte: O Grupo Parlamentar “Os Verdes