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quinta-feira, 17 de março de 2011

Voluntários limpam linha desactivada

Cerca de 30 voluntários portugueses e espanhóis iniciaram ontem a limpeza de um troço da linha de caminho-de-ferro que liga as estações de Fuentes de San Esteban (Espanha) e o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa). Esta primeira intervenção, levada a efeito pela Associação transfronteiriça Todavia, teve início na localidade de Lumbrales (Espanha), estando programada a conclusão dos trabalhos de limpeza e desobstrução da via para o próximo mês de Abril.

Os defensores da ferrovia do Douro, que fazia a ligação entre o Porto e Salamanca, garantem que apenas querem "actuar em defesa do património ferroviário". A ideia passa por abranger todo o traçado da linha entre Fuentes de San Esteban – Lumbrales – Barca d’Alva – Pocinho – Estação do Côa, de modo a que estes troços possam passar para as mãos de pequenas empresas ou associações, que façam a sua exploração e manutenção.



terça-feira, 8 de março de 2011

LINHA FERROVIÁRIA DO CORGO - “OS VERDES” ENTREGARAM PERGUNTA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre a Linha Ferroviária do Corgo.

“Os Verdes” querem saber a calendarização prevista para a execução da 2ª fase das obras e também o custo mensal que a CP terá com a implementação dos transportes alternativos.

PERGUNTA:
A Assembleia Municipal de Vila Real aprovou, no final do ano passado, uma Moção a favor da reactivação da linha ferroviária do Corgo. Esta Moção vem no seguimento da promessa feita pelo Governo, em 2009, em que se comprometia a requalificar a linha até Setembro de 2010.

A modernização de um País passa por um serviço público de qualidade e o transporte ferroviário deve ser encarado como um instrumento de combate ao isolamento, a desertificação do interior e potenciador da economia.

A linha do Corgo, além da importância que tem para a mobilidade das populações, tem uma grande procura turística.

Em 2009 foram realizadas as primeiras fases dos trabalhos, na íntegra, nas linhas do Corgo e Tâmega com as empreitadas de levantamento da super estrutura de via e reperfilamento da plataforma.

A linha foi encerrada por motivos de segurança e se analisarmos as instruções que foram enviadas a todas as empresas de transportes do sector público reparamos que no segundo item se diz “atribuir prioridade a investimentos com segurança”.

Ora, com os transportes rodoviários alternativos estão as populações menos seguras em virtude das estradas serem muito sinuosas e o clima aumentar essa perigosidade.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações possa prestar os seguintes esclarecimentos:

Qual o calendário previsto para a execução da 2º fase das obras na linha do Corgo?
Qual o custo mensal que a CP está a ter com os transportes alternativos?

Fonte: O Grupo Parlamentar “Os Verdes”